A importância do teste do pezinho para o bebê

23 julho 2015 | Postado por Casinha da Cys

A importância do teste do pezinho para o bebê
Um exame muito importante para o bebê logo que ele nasce é o Teste do Pezinho realizado geralmente na maternidade quando o bebê completa 48 horas de vida. Os pais ficam aflitos com o exame porque o bebê vai levar uma picacinha  tão pequeno no calcanhar. O teste é feito na região do calcanhar que é rica em vasos sanguíneos. O furo é quase indolor e a coleta é realizada rapidamente apenas com um único furinho na criança. O teste é fundamental para saber se a criança tem algum problema ou predisposição para ter alguma alteração de saúde causadora de sequelas no desenvolvimento mental e físico. Através do diagnóstico precoce é possível oferecer condições de tratamento para o bebê logo no inicio, caso apresente algum problema no resultado do teste do pezinho. Para quem não sabe o exame é obrigatório por lei no Brasil todo. O Sistema Único de Saúde (SUS) instituiu o Programa de Triagem Neonatal e nele também faz parte o Teste do Pezinho.  
Confira textos que encontramos que aborda o tema e esclarece dúvidas sobre o Teste do Pezinho...
O Teste do Pezinho é um exame laboratorial simples que tem o objetivo de detectar precocemente doenças metabólicas, genéticas e/ou infecciosas que poderão causar lesões irreversíveis no bebê, como por exemplo retardo mental.
A maioria das doenças pesquisadas podem ser tratadas com sucesso desde que diagnosticadas antes mesmo de manifestar os primeiros sintomas. O exame é realizado através da análise de amostras de sangue coletadas através do calcanhar do bebe, por isso o nome "teste do pezinho". É um procedimento simples que não traz riscos para a criança. Este teste é indicado para todos os recém-nascidos a partir do 3º dia de vida, que já tenha iniciado alimentação láctea e de preferência antes de completar um mês. Existem três tipos de teste: Básico, Ampliado e Plus.
Veja o quadro abaixo:



Veja algumas das doenças que o Teste do Pezinho pode detectar precocemente:

Fenilcetonuria
Distúrbio genético no qual um dos aminoácidos presentes no leite pode prejudicar a saúde do bebê causando retardo mental grave.

Galactosemia
A galactose presente no leite causa, nas crianças com galactosemia, um quadro grave marcado por catarata, convulsões e diarreia.

Hipotireoidismo
A falta do hormônio produzido na glândula tireoide causa deficiência mental e retardo de crescimento.

Hiperplasia Adrenal
Distúrbio no metabolismo que pode levar à desidratação aguda e na menina, a masculinização dos órgãos genitais.

Fibrose Cística
Doença genética que causa problemas respiratórios e gastrointestinais crônicos.

Deficiência de Biotinidase
A carência da biotina pode levar a convulsões, falta de equilíbrio, hipotonia, lesões na pele, perda de audição, retardo no desenvolvimento e acidose metabólica. 

Toxoplasmose
Infecção adquirida pela gestante que, se transmitida ao feto, pode causar microcefalia, lesões oculares entre outros.

G6PD
A deficiência de Glicose-6-Fosfato Desidrogenase é a enzimopatia mais comum podendo apresentar grave icterícia neonatal ("amarelão") ou anemia hemolítica (ruptura dos glóbulos vermelhos). 

Rubéola
Infecção viral transmitida pela mãe ao feto que pode causar deficiência mental, retardo no crescimento, deficiência auditiva, defeitos cardíacos, catarata, lesões ósseas e outros problemas. 

Anemia Falciforme
As hemoglobinopatias são doenças causadas por anormalidades na estrutura molecular ou na produção da hemoglobina "S". Crianças com hemoglobina anormal são altamente suscetíveis à anemia e infecções. 

MCAD 
Distúrbio Genético que interfere na utilização dos Ácidos Graxos como fonte de energia para o organismo. É uma doença genética potencialmente fatal que pode provocar o quadro de Síndrome da Morte Súbita.

Sífilis
A criança que adquire essa doença durante a gestação pode apresentar, ao nascimento, problemas de pele, ossos, baço, fígado e sistema nervoso. Em alguns casos, a doença só se manifesta após alguns anos.


Informações do Ministério da Saúde
O Ministério da Saúde informa ainda que mais de 80% das crianças nascidas em território nacional passam pela triagem neonatal. Segundo o Ministério da Saúde, "em sua versão mais simples, o teste do pezinho foi introduzido no Brasil na década de 70 para identificar duas doenças (chamadas pelos especialistas de "anomalias congênitas", porque se apresentam no nascimento): a fenilcetonúria e o hipotiroídismo congênito. Ambas, se não tratadas a tempo, podem levar à deficiência mental".
Também conhecido como triagem neonatal, o teste do pezinho é feito a partir de gotas de sangue colhidas do calcanhar do recém-nascido. É recomendado que este sangue seja coletado entre o 3º e o 7º dia de vida do bebê. Desde 1992, o teste se tornou obrigatório em todo o país e, em 2001, o Ministério da Saúde criou o Programa Nacional de Triagem Neonatal.

O teste realizado gratuitamente pelo SUS detecta 3 doenças:
Fenilcetonúria (freqüência 1 para 15.000) - doença hereditária causada pela ausência ou diminuição da atividade de uma enzima, fato que impede a metabolização adequada do aminoácido fenilalanina. Os altos níveis de fenilalanina não metabolizada causam alterações no sistema nervoso, levando à deficiência intelectual severa e irreversível nos casos não tratados.

Hipotireoidismo Congênito (freqüência de 1 para 4.000) - é uma doença causada pela falta ou produção deficiente da tiroxina, um hormônio da tireóide necessário para o desenvolvimento normal de todo o organismo, inclusive o cérebro. A falta da tiroxina traz consequências como deficiência intelectual grave e comprometimento do crescimento nos casos não tratados precocemente.
Anemia Falciforme (frequência de 1 para 400 a 1 para 1.000) - é uma doença causada pela alteração estrutural na molécula de hemoglobina, uma proteína presente nos glóbulos vermelhos, responsável pelo transporte do oxigênio para os tecidos. Os indivíduos afetados apresentam complicações que podem afetar quase todos os órgãos e sistemas, sendo suscetíveis a anemia, infecções generalizadas, atraso no crescimento e dores.
Veja mais informações sobre a lei AQUI.



Fonte de informações: Os textos que serviram como fonte para nossa postagem  foram retirados desse site AQUI e também desse site AQUI.



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